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terça-feira, 23 de julho de 2013


É impressionante que meu blogger tenha recebido 19922 visitas!
Bom, para os navegantes de primeira viagem, vamos por partes:
Criei esse blogger em 2011, e postava em média de uma a duas vezes por mês. Algumas pessoas passaram a se identificar com meus textos, e até ganhei alguns leitores fiéis.
Mas o que aconteceu com tudo isso? Por que o blog está/estava em hiato?
Bom, eu não sei exatamente. Mas acho que passei por uma fase de reflexão e conflitos internos, a qual me fez simplesmente apagar todas as postagens anteriores e colocar o blog em hiato por um tempo indeterminado que, aparentemente, acabou de acabar.
Também não sei exatamente o que me fez voltar aqui agora, mas posso dizer que estou feliz por estar de volta. Tenho um carinho especial por esse blog, porque foi um lugar que me fez pensar bastante.
Posso dizer que aqui foi a porta de entrada para que eu passasse a ganhar novos conhecimentos sobre filosofia, política, cultura, arte. Enfim, de tudo um muito.
Pra quem conhece o blog e minha forma quase esquizofrênica de escrever já sabe que eu nunca falo sobre um único assunto, ou temas específicos. Isso aqui é literalmente um vomito antropofágico de tudo que aflige meu ser.

E já que eu estou numa fase muito Raulseixista da minha vida, deixo essa música que tem tudo a ver com meu retorno.

sábado, 9 de julho de 2011

- Ei, você está preso em nome da lei!

Sabem uma coisa que eu venho reparando há algum tempo? As grades do condomínio. É, elas sempre estiveram lá. Bom, quase sempre. Nós precisamos delas para manter nossas vidas e nossos bens seguros de tudo e todos, infelizmente. Principalmente nos dias de hoje, tão violentos...
Mas o que eu venho reparando, é que essas grades de condomínio estão sendo padronizadas. Como assim? Bom, andando pelas ruas da cidade do RJ; principalmente observando os condomínios da Zona Sul e Zona Oeste da cidade, notei que quase todas as grades estão sendo trocadas, e pela mesma. Acredito então que isso seja uma grade padrão, né? E foi a partir desse ponto de vista que começou a minha reflexão sobre o assunto. Reparem só!

Agora, mais do que nunca, sinto a alma aprisionada. Sinto-me incriminada pela sociedade e sua convenção padrão por crimes que eu não cometi. Mas mesmo assim terei que pagar a pena, vivendo em condicional perpetuamente. Até o fim da minha vida. É, é caso de pena de morte! Não importa mais se você é mocinho ou vilão. Polícia, político, e/ou ladrão. Todos vivem na prisão. Alguns percebem, outros não. Uns até gostam de viver nela, ou ignoram a realidade dos fatos. 

Outra coisa que venho reparando são nos condomínios em si. Já notaram o quanto eles vem ficando sofisticados? E em quantos são inaugurados por ano? Acho que isso virou um tipo de disputa de ego, ou sei lá o quê. Ver quem constrói a cadeia mais equipada e etc. Porque se nós vivemos atrás das grades, a cadeia vai precisar de entretenimento para os seus detentos, certo? Então vamos fazer dos condomínios um verdadeiro universo particular. Sua propriedade particular, com sua piscina particular, sua quadra particular, sua sauna particular, sua churrasqueira particular, sua academia particular, seu salão de festas particular, e até a sua área verde particular. Enfim; é o verdadeiro playground do high society, como diria Elis Regina. Que tal?

É, é isso aí...
 
As grades do condomínio são pra trazer proteção, mas também trazem a dúvida se é você que tá nessa prisão.” - Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero), O Rappa.

Fonte: Meu cérebro.

segunda-feira, 6 de junho de 2011